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Ela nunca me deixou...

Já faz tempo...  Muito tempo que não venho aqui... Às vezes achamos que nos libertamos...  Que ela se foi... Mas não é bem assim. Por mais luz que você produza, você deixa uma sombra.. Um ponto...  É tudo o que precisa... A caixa espera um momento de fraqueza e se abre soltando o monstro que você baniu por anos... E das luzes, se fazem trevas. E tudo que nela habita se torna livre novamente... Tudo... Sou outro... Não sei mais como me defender para sobreviver com isso... Está frio... Conquistei muita coisa... Houveram muitas mudanças... Antes gostava do frio... Hoje meus ossos doem... Os amigos são os mesmos... Encontrei o amor... Perdi duas coisas que retalharam meu peito... Não sei mais em quem confiar da minha própria família. Estou cansado de ser forte... Novos demônios me assolam...  Mas eu reconheço alguns lugares daqui... Talvez se ficar quieto me deixem em paz (...

enquanto a torre se desfaz...

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As vezes olho para a minha realidade com o ponto de vista de uma terceira pessoa... não adianta... o Eu preso. acuado, com medo ainda está aqui... precisando gritar... me sinto rendido, cada vez com menos força de lutar contra tudo... já faz tanto tempo que não sei por que caminho... antes era pela possibilidade de encontrar logo ali na esquina... hoje em dia acho que até a esperança eu perdi... ... no que eu me transformei...? me sinto como se tudo o que fui tivesse sido empacotado, encaixotado, compactado, guardado, trancado... pra que, por que, pra quem? de que adianta ter tudo quando nada mais tem valor? de que adianta ter sido feito para enfrentar qualquer coisa quando não se vê razão pela qual levantar a guarda? acho que se foi um plano elaborado alguém acabou vencendo e eu perdi... acabei mais assombrado por um fantasma que não existe, do que todos os lugares que deveriam ser assombrados (e algo me sussurra para me afastar)... e com armadura demais ...

Abrindo a caixa...

Dia seis de setembro de Dois mil e doze... já devem fazer três... quatro anos... não sei se é muito ou pouco tempo... de um luto que não senti chegar mas não sinto querer ir embora... eu antes não era assim... tão ácido... tão sarcástico... era sóbrio muitas vezes... mas não constantemente sombrio... hoje as palavras vão sair como vierem... estou abrindo novamente uma ferida que nunca se fechou... desgraçada... até hoje sangro... foi isso que ganhei... meu doce prêmio... por amar... por me dedicar... por acreditar... e ter sido tolo em ficar descuidado... como não confiei nos meus sentidos... nas dores... na gastrite me corroendo até a alma quando percorria os 500 kms de distância... ou quando você se aproximava... ou do meu carro girando na régis no dia dos namorados e eu escapando ileso...me lembro quando veio que até no hospital fui parar... mas o amor é cego é tolo... sim, afirmação sobre afirmação... porque o que fiz a mim mesmo... o dano causado... mas isso ainda é para ...

Correntes...

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Vagando no lodo dos meus pensamentos, percebo que por mais que eu tenha caminhado nesses anos todos muita coisa não mudou... estou exausto, cansado... Já larguei minhas armas, não me esforço em manter minha armadura, mas tudo parece ligado a mim e se arrastando... enquanto eu mesmo me arrasto... as vezes caminho lentamente, as vezes de joelhos, as vezes tombado me arrastando, e muitas vezes desisto e deixo a lama toda me levar para trás... para o fundo... já não vejo diferença... sinto que todas as minhas cicatrizes sangram novamente... algumas novas também... Para quem não conversa comigo e é um errante do blog, gosta de acessar para ver o que acontece com esse viajante perdido do tempo e espaço,,, perdi a fé... em tudo... nas pessoas, nos sentimentos, nos sentidos, no mundo... em mim mesmo... Não sei por que ainda me levanto todo dia. Não sei por que ainda trabalho. Não sei por que ainda busco mais conhecimento. Não sei se os por que s que escrevi deveriam ser juntos ou sepa...

Vitória e derrota...

Hoje foi um divisor de águas... No emprego todas as metas possíveis, estimadas, imaginadas e até improváveis foram batidas... "Vá dormir o sono dos justos." disse minha superiora... mal sabe ela do que se passa pela minha mente... pela minha insanidade... pelo o que já fiz e ainda irei fazer... Felicidade nada mais é que boa saúde e memória curta... a parte 2 esta de tão curta quase sumindo as vezes... mas quando é para me jogar no abismo, tão eterna quanto a presença de hélio, hidrogênio e ferro no universo... Meus pensamentos divagam por montes de sentidos, sentimentos, possíbilidades... Se fosse ignorante e só soubesse e me preocupasse com o que vem à minha frente... Mas tive que explorar de toda forma tudo o que me cerca e os conhecimentos que tive oportunidade... Hoje minha mente venceu... e fui derrotado por mim mesmo. Quase nada mais faz sentido... nada mais importa... somos transições... e estamos passando... depois seremos memórias e então esquecimento... só...

Mente, Capítulo 2...

Então novamente me encontro no vazio, onde nada me alcança... ou pelo menos assim eu pensava. Me sinto até confortável, intocável... mas sei que não é eterno... então mudanças são necessárias... Encontro novamente aquela velha e antiga porta... a qual eu nunca tentei abrir e agora tento... Está trancada. As coisas realmente acontecem na hora certa... talvez se eu tivesse visto tudo assim antes... A chave existe... não em algo, não lá fora... Eu sou minha chave... quando entro vejo meus sonhos, como os construi... destruidos... não por alguém ou situações, mas porque eles eram meras ilusões, criações da minha mente em momentos e necessidades diferentes... que por tanto tempo me assombraram e hoje parecem tão... sem graça... o caos e a destruição aparecem com força total, e eu... sorrio... Os ventos trouxeram mudança e revelações... vejo novamente os muros que construí, inquebráveis, indestrutíveis....por tanto tempo pensei que eram para me proteger do mundo... Eu errei. Eram ...

Aceitação.

Enquanto passo tempos e tempos tentando me encontrar e descobrir o que eu poderia ser percebo que posso já ter encontrado a resposta e continuar me questionando sem ter razão... não preciso ser constante... isso é algo que costumou ser imposto e aceito pelo senso comum... Esse fim de semana muita coisa passou pela minha cabeça, muitos pensamentos, lembranças... e não foi por maldade ou orgulho, foi por perceber que muitas coisas haviam se tornado comodas para algumas ou muitas pessoas... então resolvi que ao invés de manter uma série de pessoas por perto apenas, as que realmente quiserem ficar por perto ja se manifestaram, as que não... bom... boa viagem... Essas duas próximas semanas trarão muitas mudanças, uma ampliação de conhecimento e entedimento e nova mira no futuro... Como sei disso? Eu sinto... e confio demais nos meus sentidos e eles nunca me decepcionaram... o máximo que aconteceu é eu nao ter dado ouvido a eles e ter tombado... E me desculpem os de mente pequena, o mu...